terça-feira, 11 de outubro de 2011

VENCENDO O CAOS EMOCIONAL (PARTE 02)

Evidentemente não estou aqui ignorando que algumas vezes certas pessoas se vêem em situações assim por terem levado uma vida cheia de vícios como alcoolismo e drogas (que podem ajudar a desencadear os sintomas) ou talvez por não terem lançado adequadamente sua ansiedade nas mãos de Deus ou talvez até devido à algum grau de influência maligna que se aproveita da fragilidade espiritual e emocional delas.

Mas, é evidente que, independentemente de qual é a causa, certamente os efeitos são claramente físicos, biológicos, segundo especialistas, mais especificamente um desequilíbrio bioquímico no cérebro devido à uma situação de forte estresse prolongado ou de um grande trauma emocional que faz com que os neurotransmissores (responsáveis por todas as nossas atitudes e pensamentos) se desequilibrem.

O grande vilão para o paciente afetado com a síndrome ou transtorno do pânico está dentro dele mesmo. Quando ele passa pela terrível experiência de um ataque de pânico é muito provável que não exista realmente uma ameaça externa, mas é a síndrome atacando de dentro para fora, simulando os sintomas de uma situação de extremo medo.

O cérebro dele vive em alerta, como se estivesse sempre preparando essa pessoa para uma fuga ou outro escape. Por isso muitos deles possuem transtorno de sono, pois não conseguem dormir corretamente e suficientemente.

É preciso muita paciência, moderação e zelo em buscar o equilíbrio total da pessoa nas áreas física, emocional e espiritual. Gradativamente a vida voltará ao normal.

Se eu e a minha familia tivéssemos recebido as informações corretas desde o início, certamente eu teria tido um tratamento mais curto do que quatro ou cinco anos e teria sido poupado de muitos sintomas extremamente desagradáveis que pareciam que iam acabar comigo, que atrapalharam minha vida profissional, social e na igreja, mas não sabíamos direito o que estava acontecendo, nem como reagir, como encarar a situação.

Para se ter uma ideia, em uma determinada fase eu me sentia tão mal, tão mal que cheguei a pensar que precisaria solicitar a minha aposentadoria por invalidez, ou seja, um grande absurdo para alguém com 33 anos de idade que nunca tinha ficado doente de forma grave.

Graças mais uma vez à providência divina, eu tive o tratamento correto, o esclarecimento de tudo o que estava acontecendo e em nome de Jesus me considero curado da síndrome do pânico.

Quais são alguns fatores que “contribuem” para depressão, síndrome do pânico, transtorno bipolar, entre outros? Para analisar um quadro deste tipo, deve-se levar em conta um complexo somatório de fatores.

As pressões do dia a dia, o acúmulo de stress, a falta de perdão, crise financeira ou sentimental, uma decepção ou frustração, desemprego, culpa, inferioridade, a “ditadura” da beleza, preconceitos sofridos, falta de comunhão com Deus, uma vida sem exercícios físicos (sedentarismo) e sem uma alimentação adequada, entre tantos outros fatores, podem se apresentar em incontáveis combinações e desencadear no nosso corpo reações desagradáveis das mais diversas que podem, por sua vez, chegar a um patamar tão intenso que se tornam incapacitantes, deixando muitas pessoas prostradas e derrotadas. É assunto que precisa ser tratado com discernimento, compreensão, amor e sem preconceitos.

“[...] Toda vez que o homem vive situações que impõem risco à sua vida, tais como um acidente, uma ameaça de morte, uma série de mecanismos involuntários entram em cena para fazer com que ele reaja, seja fugindo ou lutando com seus inimigos. O aumento da freqüência do coração (taquicardia) e o aumento da freqüência respiratória são dois destes mecanismos. Qual o objetivo deles? Fornecer mais nutrientes e oxigênio para as células musculares para que o homem fuja ou lute. Embora a vida seja temporal, limitada, temos mecanismos instintivos que clamam pela continuidade. Chamamos esses mecanismos de stress. Não pense como muitos que o stress é sempre algo doentio. Há um stress normal, uma ansiedade vital, que procura preservar a vida de tudo que impõe riscos a ela. Quando o stress se torna doentio? Quando fabricamos inimigos que não existem; quando nossos colegas de trabalho e nossos familiares se tornam um problema; quando vivemos em função de necessidades sociais não prioritárias; quando gravitamos em função de nossas dívidas e compromissos financeiros; quando não conseguimos aquietar os pensamentos nos finais de semana. Quando vivíamos em sociedades primitivas, nos campos ou nas matas, tínhamos inimigos reais: as serpentes, os leões. Nas sociedades modernas o homem se tornou o pior inimigo do próprio homem. Estamos sujeitos a inimigos reais, como os gerados pelos assaltos e acidentes de trânsito, mas nossos maiores inimigos são os oriundos dos ataques dos pensamentos turbulentos, da competição profissional, dos conflitos sociais. Quando não temos problemas, nós os arrumamos. O stress assume a forma doentia quando acionamos mecanismos normais em situações anormais. Muitos não entendem por que têm nó na garganta, taquicardia, opressão no peito, dor de cabeça. Seus sintomas são psicossomáticos, frutos de uma ansiedade que coloca o corpo sempre em alerta para fugir ou lutar contra os inimigos, que muita vezes são imaginários. Há pessoas que estão sempre em estado de guerra. Para eles, viver não é uma aventura prazerosa, mas perigosa. São eloqüentes e inteligentes, mas não sabem relaxar e andar desarmados nos terrenos da sociedade.” (Augusto Cury, “Treinando a emoção para ser feliz”, pp. 82-83).

O nosso ser é uma essência harmoniosa, deve haver um equilíbrio entre todos os seus componentes, sejam pertencentes ao corpo, às emoções ou à espiritualidade. Se for o caso, procurem profissionais especializados nesta área para melhor orientação.

"[...] A felicidade e a tranquilidade são excelentes remédios para o corpo; a angústia e a ansiedade são drásticos venenos [...] A pior doença é o medo da doença. Quando eliminamos o medo, o sol volta a brilhar [...] O mundo psíquico tem capacidade de atuar no mundo físico mais do que imaginamos. Grande parte das doenças físicas é desencadeada ou descompensada por fatores emocionais. Faça um favor ao seu corpo, ande pelas veredas da felicidade  [...]" (Augusto Cury; livro "Treinando a emoção para ser feliz", p. 55).

Seja o que for que você estiver passando, angústia, depressão, inferioridade, medo, culpa ou outra coisa, seja qual for o local onde você está, um hospital, em casa, viajando, na escola, no trabalho, etc., preste atenção: Deus se importa muito com você, Ele te ama muito, por mais que as circunstâncias possam estar aparentemente demonstrando o contrário.

Não olhe para as circunstâncias, olhe fixamente para o Autor da Fé, Jesus Cristo (Hebreus 12:1-2). Lembre-se que quando o apóstolo Pedro foi se encontrar com Cristo que andava sobre as águas, ele também andou por cima das águas enquanto olhava para Jesus, mas ao olhar para a força do vento, desviou o seu olhar do Mestre e começou a afundar. Jesus o salvou, mas o exortou por sua falta de fé (Mateus 14:25-32).

Pense nas coisas eternas e não nas temporais, nas do Céu e não nas da Terra (Colossenses 3:2), pense em tudo o que é verdadeiro, respeitável, justo, puro, amável, de boa fama, de virtudes (Filipenses 4:8; Salmos 145:5).

O Pastor Rick Warren comentou como a perspectiva da vida eterna com Deus muda os nossos valores diante das provações (livro “Uma vida com propósitos”):

“Quando você compreender plenamente que há mais na vida que apenas o aqui-e-agora e perceber que a vida é apenas uma preparação para a eternidade, você começará a viver de forma diferente[...] Suas prioridades são reorganizadas [...]” (p. 34). “[...] Assim como os nove meses que você passou no útero de sua mãe não tinham um fim em si, mas eram uma preparação para a vida, também a vida é uma preparação para o que vem a seguir [...]” (p. 36).

E mais: Ame a Deus, a si mesmo e ao próximo (Mateus 22:36-40). Suplique o perdão de Deus (Salmo 130:4; 1ª João 1:9), perdoe a você mesmo e aos outros (Efésios 4:31-32; Colossenses 3:13; Hebreus 12:15).

Fique próximo(a) das pessoas que você ama e que também te amam. Suplique com fé a Deus a cura de suas enfermidades, sejam elas de qual origem forem, Ele tem todo o poder em Suas mãos e pode te curar (Salmos 41:3; 103:3; Isaías 53:4-6; Mateus 8:17; Tiago 5:15). Amém.

"Quando a ansiedade já me dominava no íntimo, o teu consolo trouxe alívio à minha alma" (Sl 94:19; NVI).

Que Deus nos abençoe. Amém.

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