"TE ADORAMOS EM ESPÍRITO E EM VERDADE!!"
Quantos de nós, cristãos de milhares de igrejas entoam belos e inspirados cânticos e hinos que trazem, de uma forma ou de outra, esta profunda declaração a Deus, não é mesmo?
Quantos de nós, cristãos de milhares de igrejas entoam belos e inspirados cânticos e hinos que trazem, de uma forma ou de outra, esta profunda declaração a Deus, não é mesmo?
Mas, será que todos nós estamos cientes do que é adorar em espírito e em verdade? E mais: Será que essas letras que entoamos condizem com a vida que vivemos?
O Senhor Jesus Cristo nos ensinou que as nossas orações devem conter sempre adoração a Deus:
“Portanto, vós orareis assim: Pai nosso que estás nos céus, santificado seja o teu nome.” (Mt 6:9; Lc 11:2; cf. Jo 4:23-24).
O termo “adorar” tem sido utilizado por muitas pessoas sem qualquer critério de avaliação já há muitos e muitos anos. Veremos neste estudo que “adorar” não é apenas gostar ou amar algo ou alguém além do normal. Muitos, entretanto, parecem acreditar que existe uma espécie de "escala sentimental":
Primeiramente nós gostamos de algo, seja algo material ou uma pessoa, por exemplo. Gostar parece ser um sentimento controlado, mais comedido, sentimento que não traz uma dependência tão grande do alvo do nosso gosto ou apreciação.
Se este sentimento de "gostar" cresce, então é dito que isso é paixão, um sentimento muito mais forte do que um mero "gostar", um sentimento que mexe muito mais com as nossas emoções do que com a nossa razão, muitos ficam dependentes do alvo da sua paixão, algo que se transforma, se não houver cuidado, em obsessão.
Se, porém, este sentimento aumenta ainda mais, ou amadurece mais, é chamado de amor, quando usamos mais a razão do que a emoção. Por último, se o sentimento ultrapassa as fronteiras do amor, ou se apenas dizer "te amo" se torna insuficiente, então muitos o denominam de adoração.
Primeiramente nós gostamos de algo, seja algo material ou uma pessoa, por exemplo. Gostar parece ser um sentimento controlado, mais comedido, sentimento que não traz uma dependência tão grande do alvo do nosso gosto ou apreciação.
Se este sentimento de "gostar" cresce, então é dito que isso é paixão, um sentimento muito mais forte do que um mero "gostar", um sentimento que mexe muito mais com as nossas emoções do que com a nossa razão, muitos ficam dependentes do alvo da sua paixão, algo que se transforma, se não houver cuidado, em obsessão.
Se, porém, este sentimento aumenta ainda mais, ou amadurece mais, é chamado de amor, quando usamos mais a razão do que a emoção. Por último, se o sentimento ultrapassa as fronteiras do amor, ou se apenas dizer "te amo" se torna insuficiente, então muitos o denominam de adoração.
Muitos ainda dizem uns aos outros, seja entre amigos, namorados e até mesmo marido e mulher: “Como eu te adoro!”. Este último comportamnto se tornou extremamente costumeiro, sem qualquer critério aparente. Mas não só entre as pessoas, mas das pessoas para com bens materiais, como casa, carro, roupas e joias ou a algumas práticas, como esporte, música ou até mesmo sexo.
Outras pessoas até refutam esta ideia dizendo: “Não diga assim, ‘adorar’ só a Deus”. E Essa última afirmação é verdadeira e é bíblica (Ex 20:3-5; Is 43:10-13).
Outras pessoas até refutam esta ideia dizendo: “Não diga assim, ‘adorar’ só a Deus”. E Essa última afirmação é verdadeira e é bíblica (Ex 20:3-5; Is 43:10-13).
Mas, afinal, o que significa adorar? Não somente adorar, mas, o que é adorar em espírito e em verdade? Será que esta expressão se limita apenas ao contexto musical, como muitos parecem sugerir?
Não iremos aqui buscar o sentido original das palavras amor, paixão e adoração nos idiomas originais bíblicos (hebraico, aramaico e grego), mas, tão somente atentar para o ensino de Cristo relatado pelo apóstolo João em seu evangelho (capítulo 4).
Nesta ocasião, o Senhor Jesus estava dialogando com uma mulher, numa cidade samaritana chamada Sicar (vv. 5-7).
Nesta ocasião, o Senhor Jesus estava dialogando com uma mulher, numa cidade samaritana chamada Sicar (vv. 5-7).
“Bem disseste, não tenho marido; porque cinco maridos já tiveste, e esse que agora tens não é teu marido; isto disseste com verdade.” (vv. 17b-18).
A mulher samaritana poderia ter tentado esconder sua situação de Jesus, mas, com sinceridade no coração a confessou ao Senhor.
Este é justamente um dos aspectos da adoração verdadeira: transparência diante de Deus, adoração em verdade.
Não adianta querermos nos aproximar de Deus com falsidade, Ele conhece os nossos pensamentos e atitudes (Is 1:11-20; 29:13-16; 59:1-3). Cristo já conhecia a situação da mulher samaritana antes mesmo que ela a confessasse.
Davi também expressou que devemos buscar a Deus em verdade (Sl 145:18). Ele ensinou ao seu filho Salomão, seu sucessor no trono de Israel, que devemos nos aproximar de Deus com retidão e espontaneidade, pois Deus conhece o nosso coração (1Cr 28:9; cf 1Sm 16:7; Sl 119:108).
Não adianta querermos nos aproximar de Deus com falsidade, Ele conhece os nossos pensamentos e atitudes (Is 1:11-20; 29:13-16; 59:1-3). Cristo já conhecia a situação da mulher samaritana antes mesmo que ela a confessasse.
Davi também expressou que devemos buscar a Deus em verdade (Sl 145:18). Ele ensinou ao seu filho Salomão, seu sucessor no trono de Israel, que devemos nos aproximar de Deus com retidão e espontaneidade, pois Deus conhece o nosso coração (1Cr 28:9; cf 1Sm 16:7; Sl 119:108).
O outro aspecto da verdadeira adoração é que ela seja em espírito. Retornando à passagem do evangelho de João, vemos que a mulher samaritana afirmou que os samaritanos adoravam a Deus em um monte, mas que os judeus, por sua vez, adoravam em Jerusalém.
De fato, vemos pela história da rivalidade entre os judeus e samaritanos (Lc 9:51-56) que estes últimos haviam erigido um templo no monte Gerizim, rival ao templo de Jerusalém (Dt 11:29; 27:12; Js 8:33; Jz 9:7), mas Cristo disse...
De fato, vemos pela história da rivalidade entre os judeus e samaritanos (Lc 9:51-56) que estes últimos haviam erigido um templo no monte Gerizim, rival ao templo de Jerusalém (Dt 11:29; 27:12; Js 8:33; Jz 9:7), mas Cristo disse...
“...Mulher, podes crer-me, que a hora vem, quando nem neste monte, nem em Jerusalém adorareis o Pai.” (v. 21).
Isso quer dizer que nossa adoração a Deus não deve estar apegada a um local apenas, pois Deus não habita em construções humanas:
“Entretanto, não habita o Altíssimo em casas feitas por mãos humanas; como diz o profeta: O céu é o meu trono, e a terra o estrado dos meus pés; que casa me edificareis, diz o Senhor, ou qual é o lugar do meu repouso? Não foi, porventura, a minha mão que fez todas estas coisas?” (At 7:48-50; cf. At 17:24).
A Bíblia, portanto, nos ensina que devemos considerar a Deus de duas formas principais:
Primeiro: em espírito, isto é, isentos de qualquer forma de materialismo, a despeito de todas as nossas convicções e paixões físicas e materiais e do local onde estivermos (Pv 10:2; 11:4; Lc 12:16-21; Hb 13:5-6), pois Deus é espírito; e
Segundo: em verdade, isto é, com total transparência, a despeito de um mundo de mentiras, falsidade e hipocrisia que nos cerca, pois Deus é a verdade (Jo 17:17; 1Sm 15:29; Is 45:19b; Hb 6:18).
Adorar a Deus em espírito e em verdade, portanto, não se limita apenas à música, evidentemente, não é somente amá-Lo muito, mas, também levar à sério os Seus mandamentos todos os dias da nossa vida.
Desta maneira, estaremos expressando este amor com devoção plena, sinceridade e autenticidade, em qualquer lugar que estivermos, a despeito do modo de vida antibíblico que este mundo hipócrita e materialista venha a nos oferecer.
Desta maneira, estaremos expressando este amor com devoção plena, sinceridade e autenticidade, em qualquer lugar que estivermos, a despeito do modo de vida antibíblico que este mundo hipócrita e materialista venha a nos oferecer.


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