É inegável a influência que o rock possui em nossa sociedade, inclusive há mais de 50 anos, desde suas origens no blues, inclusive, e suas dezenas de ramificações, passando pelo estilo anos 60, hard rock, country rock, heavy metal, metal melódico, death metal, speedy metal, funk metal, white metal, hardcore, punk, rock progressivo, classic rock, e assim por diante.
Mas não, definitivamente eu não tenho o estereótipo de roqueiro, mas por mais incrível que possa parecer, eu sou fã ardoroso do bom e velho rock desde a adolescência (evidentemente aprecio inúmeros outros estilos musicais como música romântica, clássica, eletrônica, soul, trilhas sonoras, etc).
Como sou tecladista, recebi uma influência muito grande dos estilos dos tecladistas de bandas de rock, inclusive, principalmente dos chamados "metal melódico" e o "rock progressivo".
É evidente que também fui influenciado nos estilo de tocar e compor por grupos musicais e cantores cristãos que não são classificados diretamente como grupos de rock ou roqueiros ou nem utilizam este estilo, como Hosanna Music, Michael W. Smith, Steven Curtis Chapman, Dc Talk, Vencedores por Cristo, João Alexandre, Carlos Sider, MILAD, Raízes, Rebanhão, Templo Soul, Paulo César Baruk, etc.
Como sou tecladista, recebi uma influência muito grande dos estilos dos tecladistas de bandas de rock, inclusive, principalmente dos chamados "metal melódico" e o "rock progressivo".
É evidente que também fui influenciado nos estilo de tocar e compor por grupos musicais e cantores cristãos que não são classificados diretamente como grupos de rock ou roqueiros ou nem utilizam este estilo, como Hosanna Music, Michael W. Smith, Steven Curtis Chapman, Dc Talk, Vencedores por Cristo, João Alexandre, Carlos Sider, MILAD, Raízes, Rebanhão, Templo Soul, Paulo César Baruk, etc.
O ROCK É DO DIABO? QUEM É O PAI DO ROCK?
Ok, talvez nem fosse necessário existir uma data comemorativa para o rock (13 de julho), mas toda pessoa certamente concorda que o rock não tem como passar desabercebido, ele tem uma relação com a sociedade de amor e ódio do tipo "ame-o ou deixe-o", muitos o amam, o idolatram, outros não o suportam, o odeiam, chegando a dizer que este ritmo foi criado por alguma força demoníaca, no caso, o próprio Satanás.
E vamos entrar neste mérito aqui, porque acreditamos que esta asseveração é infundada, pois a música foi criada por Deus, é a humanidade que a utiliza de forma equivocada, desordenada (e é claro, muitas vezes influenciada por forças espirituais malignas).
O que ocorre muitas vezes é que devido à exageros demonstrados pelos praticantes de um determinado estilo musical como o volume sonoro excessivo, o vestuário e as danças provocativas e lascivas, sem mencionar as letras extremamente "pobres" de mensagem e conteúdo e sem criatividade, inclusive no arranjo musical, cria-se com toda a razão uma antipatia por este estilo, mas não é um "preconceito musical", nestes casos é "conceito musical", pois a música está sendo desrespeitada nestes casos.
As músicas incluídas neste contexto de pouca criatividade e muita vulgaridade, muitas vezes são classificadas popularmente como "cultura do lixo", ou seja, um cabedal, toda uma sorte de ritmos, danças e letras que surgem periodicamente em nosso país e que vulgarizam, depalperam a vida, a criatividade, o bom gosto, os relacionamentos humanos e a sexualidade, por exemplo, muitas vezes apenas visando a venda de CDs, DVDs e a gigantesca arrecadação nos shows.
E o pior é que uma grande massa popular é influenciada por esta "cultura" (inclusive os evangélicos, infelizmente), devido à maciça, abusiva e desgastante exposição da mesma pela mídia. Lembremos sempre que Deus não criou os nossos ouvidos para serem usados como lata de lixo ou esgoto.
E o pior é que uma grande massa popular é influenciada por esta "cultura" (inclusive os evangélicos, infelizmente), devido à maciça, abusiva e desgastante exposição da mesma pela mídia. Lembremos sempre que Deus não criou os nossos ouvidos para serem usados como lata de lixo ou esgoto.
É evidente também que cada pessoa possui uma afinidade, uma apreciação por este ou aquele estilo musical, como para com qualquer outra área de sua vida, não apenas a música, e isso é saudável e deve ser respeitado, mas "rotular" algum estilo musical de "demoníaco" é uma atitude um tanto quanto preconceituosa, precipitada e sem base bíblica.
Se formos levar essa tendência crítica da qual estamos tratando para os outros estilos musicais, então, o samba, a bossa nova, o soul, o blues, o jazz, também seriam do diabo? É evidente que não. A música é divina.
Outra questão importante é o fato de que mesmo um ritmo tendo sido criado e iniciado por alguém não cristão, ele pode ser utilizado ou "resgatado" para o contexto cristão evangélico, pois toda música vem de Deus.
É o caso do rock, por exemplo, que, independentemente de ter sido iniciado no contexto secular ou não, foi utilizado principalmente a partir dos anos 80 por uma parcela significativa de bandas "gospel" (evangélicas), como Stryper, Petra, White Heart, Guardian, etc., no exterior, e no Brasil, principalmente a partir dos anos 90, teve um movimento paralelo e de igual impacto incentivado por bandas como Katsbarnea, Oficina G3, Resgate, Fruto Sagrado, etc. (todas elas, inclusive, me influenciaram desde a adolescência).
O número de conversões a Cristo que ocorreram através do ministério dessas bandas é incalculável. A colaboração deles para a propagação da Palavra de Deus através da grande influência do rock principalmente na faixa etária mais jovem é gigantesca, resgatando jovens dos vícios, por exemplo, e até mesmo trazendo de volta cristãos afastados da comunhão com Cristo. Certamente Deus usou e ainda usa essas bandas para os Seus eternos propósitos, como também usa bandas de outros estilos.
É o caso do rock, por exemplo, que, independentemente de ter sido iniciado no contexto secular ou não, foi utilizado principalmente a partir dos anos 80 por uma parcela significativa de bandas "gospel" (evangélicas), como Stryper, Petra, White Heart, Guardian, etc., no exterior, e no Brasil, principalmente a partir dos anos 90, teve um movimento paralelo e de igual impacto incentivado por bandas como Katsbarnea, Oficina G3, Resgate, Fruto Sagrado, etc. (todas elas, inclusive, me influenciaram desde a adolescência).
O número de conversões a Cristo que ocorreram através do ministério dessas bandas é incalculável. A colaboração deles para a propagação da Palavra de Deus através da grande influência do rock principalmente na faixa etária mais jovem é gigantesca, resgatando jovens dos vícios, por exemplo, e até mesmo trazendo de volta cristãos afastados da comunhão com Cristo. Certamente Deus usou e ainda usa essas bandas para os Seus eternos propósitos, como também usa bandas de outros estilos.
É evidente que quando mencionamos "resgatar" um estilo musical para o ambiente cristão evangélico, devemos nos atentar para discernir o que vem junto no "pacote" deste estilo, como as danças, as vestimentas, as letras. Tudo deve ser examinado, deve ser aproveitado o que é edificante para a Igreja, para a propagação do evangelho e que principalmente glorifique a Deus.
Bem, dirigindo a nossa discussão para a origem de todo o problema, a verdade é que muitos evangélicos acreditam que a santificação é se isolar de qualquer manifestação artística, cultural ou intelectual dos não crentes, para não se contaminarem espiritualmente, acreditando que alguns estilos musicais, o sexo, os filmes, a televisão, entre outras coisas, são do diabo.
Mas, na verdade, o diabo é o pai da mentira e não do rock ou da música ou qualquer outra criação divina e um dos seus objetivos é distorcer as verdades divinas (Gn 3:1-7; Jo 8:44).
Mas, na verdade, o diabo é o pai da mentira e não do rock ou da música ou qualquer outra criação divina e um dos seus objetivos é distorcer as verdades divinas (Gn 3:1-7; Jo 8:44).
A música, em sua poderosa e irresistível influência e sua beleza inexplicável só pode vir de Deus, é dom, é dádiva de Deus para nós. O diabo não pode criar nada, ainda mais algo tão belo e edificante como a música. O diabo não é criador, mas ele é mentiroso, assassino, ladrão e destruidor (Jo 8:44; 10:10).Sabemos que o ser humano foi criado à imagem e semelhança de Deus (Gn 1:26-27), mas, com a desobediência de Adão e Eva, ele perdeu a semelhança moral que tinha com Deus, sua impecabilidade. A sua essência tornou-se pecaminosa (Mc 7:21-23). A sua semelhança natural, ou seja, intelecto, emoções e vontade, o homem a detém (cf. 1Co 6:12; 1Ts 5:21).
O apóstolo Paulo afirmou que mesmo as pessoas não salvas possuem uma moralidade inata, gravada em seus corações (Rm 2:13-15; cf. Lc 10:30-37; At 17:24-28) e Tiago afirmou que “toda boa dádiva e todo dom perfeito é lá do alto, descendo do Pai das luzes, em quem não pode existir variação, ou sombra de mudança” (Tg 1:17).
Portanto, Deus é a origem de toda luz, seja física, moral, espiritual ou intelectual. Toda a criatividade humana, as habilidades e o intelecto humanos vêm de Deus. Tudo o que Ele criou é bom, as capacidades benignas inerentes ao ser humano não vêm de nós mesmos, pecadores, mas do perfeito Deus Criador (1Tm 4:4-5; Gn 1:31; Jo 3:27; At 10:9-16,28; Hb 3:4), que nos dotou de inteligência e criatividade (Gn 4:20-22; 1Rs 4:29-34; Ec 2:26; 3:13; 4:4a; comparem com Ex 31:3-6; Jz 6:34).
É importante salientar que não estão sendo tratados aqui os dons espirituais, que são dados por Deus quando uma pessoa se converte a Cristo, por meio do Espírito Santo, para a edificação da Igreja (Rm 12:4-8; 1Co 12; Ef 4:1-16), estamos tratando dos dons e talentos naturais, inerentes a todos os seres humanos.
Infelizmente, o ser humano tem usado as capacidades recebidas de Deus para objetivos imorais e destrutivos: Deus criou o casamento, a família, o sexo, a música, a natureza, a Igreja, entre tantas outras obras, mas o homem os têm deturpado.
Ele tem utilizado sua inteligência para a guerra, para trabalhar apenas por dinheiro e sucesso, para realizar abortos, para afirmar que somos uma evolução dos macacos, usando os elementos da natureza como entorpecentes e, querendo ser igual a Deus, está tentando clonar outro ser humano (Ec 7:29).
E sabemos que o pecado vem da cobiça e da livre escolha humanas, muitas vezes influenciadas por astúcias e ensinamentos diabólicos (Dt 30:11-18; Jo 3:36; Ef 6:11-12; Tg 1:13-16; 4:17; 1Pe 4:8). Contudo, mesmo o ser humano ainda perdido em seus pecados e sem a salvação é usado por Deus.
Ele usou a prostituta Raabe (Hb 11:31) e o rei Ciro da Pérsia (Ed 1:1-11) para libertar o povo judeu em duas situações e, mesmo sem ser cristão, o sábio mestre da lei Gamalieu mostrou seu conhecimento sobre o poder de Deus (At 5:29-42).
Sendo assim, diante de todos estes ensinos, cabe também ressaltar aqui que deve-se utilizar muito o discernimento cristão ao utilizar o rock ou qualquer outro estilo, pois cada estilo, letra e ritmo possui o seu contexto mais adequado.
Por exemplo, não seria muito recomendável e não muito edificante a participação de uma banda de rock cristã evangélica, com suas guitarras em distorção máxima e seus riffs virtuosos juntamente com o baixo e as virtuosas viradas de bateria (podemos incluir um teclado é evidente) e os agudos do vocalista no ambiente de um culto vespertino dominical de uma igreja cristã historicamente mais tradicional, que geralmente possue uma parcela significativa de seus membros na faixa etária da terceira idade e que provavelmente não seriam edificados, mas prejudicados.
Talvez seja mais recomendável que um grupo assim participe de um culto ou evangelismo em um local aberto, uma praça, um parque, um estádio de futebol ou um local fechado como um ginásio ou até mesmo no templo da igreja, sim, mas em outra ocasião oportuna.
É evidente que estamos citando um exemplo e cada igreja possue certamente discernimento espiritual para saber o que é melhor.
Mas, por outro lado, não podemos subestimar as artimanhas de satanás que pode facilmente, por sua vez, utilizar uma rivalidade e polêmica entre os irmãos acerca de usar este ou aquele ritmo, este ou aquele instrumento musical, etc., e assim conseguir espaço na igreja do Senhor para seus propósitos destrutivos. Cuidado.
É evidente que estamos citando um exemplo e cada igreja possue certamente discernimento espiritual para saber o que é melhor.
Mas, por outro lado, não podemos subestimar as artimanhas de satanás que pode facilmente, por sua vez, utilizar uma rivalidade e polêmica entre os irmãos acerca de usar este ou aquele ritmo, este ou aquele instrumento musical, etc., e assim conseguir espaço na igreja do Senhor para seus propósitos destrutivos. Cuidado.
É evidente também que inúmeras bandas de rock seculares possuem, diretamente ou não, intensionalmente ou não, um claro e notório envolvimento com as obras de satanás, quer seja por suas mensagens, suas declarações, atitudes, maneiras de se vestir e de se apresentar.
Nem precisa muitas vezes, no caso de estrangeiros, conhecer a tradução da letra e nem precisa ser um cristão muito amadurecido para perceber, de longe muitas vezes já verificamos que há algo muito errado com elas.
Se muitas delas, por outro lado, utilizam esse envolvimento como auto promoção ou não, não nos cabe julgar agora, mas Deus sabe, e o cristão autêntico precisa, aliás, deve evitar a influência dessas bandas em sua vida.
Nem precisa muitas vezes, no caso de estrangeiros, conhecer a tradução da letra e nem precisa ser um cristão muito amadurecido para perceber, de longe muitas vezes já verificamos que há algo muito errado com elas.
Se muitas delas, por outro lado, utilizam esse envolvimento como auto promoção ou não, não nos cabe julgar agora, mas Deus sabe, e o cristão autêntico precisa, aliás, deve evitar a influência dessas bandas em sua vida.
Portanto, nenhum estilo musical pode ser considerado "do diabo", jamais. Como também a pintura, a dança, a escultura, as artes cênicas, as artes teatrais e cinematográficas, os meios de comunicação e a tecnologia, etc.
Todos eles são expressões artísticas, intelectuais e profissionais humanas oriundas do dom divino da criatividade e da inteligência.
Mas, é preciso tomar cuidado, pois os estilos musicais, a dança, os filmes, a mídia, a internet, etc, podem ser usados para a edificação, com um fim saudável, mesmo que não seja relacionado diretamente à cultura evangélica, mas também podem ser usados destrutivamente falando, como a utilização de vestuário e danças sensuais, escandalozas e provocantes, letras anti-bíblicas, volume sonoro danoso aos ouvidos humanos, a exposição da pornografia pelas artes, pela mídia, a propagação de conceitos heréticos pelos meios de comunicação, a banalização do casamento e da família, etc. É preciso muito discernimento e bom senso.
Todos eles são expressões artísticas, intelectuais e profissionais humanas oriundas do dom divino da criatividade e da inteligência.
Mas, é preciso tomar cuidado, pois os estilos musicais, a dança, os filmes, a mídia, a internet, etc, podem ser usados para a edificação, com um fim saudável, mesmo que não seja relacionado diretamente à cultura evangélica, mas também podem ser usados destrutivamente falando, como a utilização de vestuário e danças sensuais, escandalozas e provocantes, letras anti-bíblicas, volume sonoro danoso aos ouvidos humanos, a exposição da pornografia pelas artes, pela mídia, a propagação de conceitos heréticos pelos meios de comunicação, a banalização do casamento e da família, etc. É preciso muito discernimento e bom senso.
CONCLUSÕES
É isso aí, para aqueles que gostam, então, "rock na cabeça e no coração", mas, cuidado, aprecie com moderação para não deixar ninguém, inclusive você, com problemas auditivos, tenha cuidado com os maus exemplos que muitos artistas transmitem e saiba apreciar as melhores mensagens e com mais conteúdo, pois a música tem um grande poder sobre a humanidade e, como já afirmamos, ela pode ser usada de forma construtiva ou destrutiva.
Portanto, toda a glória e honra ao nosso Deus, o Pai das luzes, o Criador da criatividade, o Pai do rock. Aliás, o Pai do jazz, do samba, do soul, do blues, da música clássica e erudita, etc., o Pai da música, o Pai das artes e da comunicação.
Que Deus nos abençoe. Amém.
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