quarta-feira, 5 de outubro de 2011

DOXOLOGIAS (PARTE 02)

Vamos dar continuidade ao nosso estudo das doxologias, desta vez, no Novo Testamento.

Doxologias nos evangelhos:

Já logo nos evangelhos encontramos lindas declarações de adoração e exaltação a Deus, como o cântico de Maria, por exemplo:

"Minha alma engrandece ao Senhor e o meu espírito se alegra em Deus, meu Salvador, pois atentou para a humildade da sua serva. De agora em diante, todas as gerações me chamarão bem-aventurada, pois o Poderoso fez grandez coisas em meu favor; santo é o seu nome." (Lc 1:46-49; comparem com vv. 68-79).

Notemos como ela, na posição de humilde serva, engrandeceu alegremente ao Senhor nosso santo Deus e Salvador, pois lhe fez grandes coisas.

Inclusive, os anjos cantaram uma linda doxologia em celebração ao nascimento de Jesus.

"Glória a Deus nas alturas, e paz na terra aos homens aos quais ele concede o seu favor." (Lc 2:14).

E Cristo, ensinando a oração do "Pai Nosso" termina com uma querida e maravilhosa doxologia:

“...porque teu é o Reino, o poder e a glória para sempre. Amém.” (Mt 6:13b; comparem com Sl 22:28; 62:11; 93:1-2).

Doxologias nas epístolas:

Já nas epístolas paulinas, encontramos várias doxologias.

Em Romanos 9:5, Paulo exalta a Cristo como sendo Deus bendito eternamente e mais adiante inclui nessa epístola uma das mais lindas declarações de rendimento do ser humano diante da insondável majestade do nosso Deus, da Sua inatingível grandeza, sabedoria e soberania para com os propósitos para a nossas vidas.

"Ó profundidade da riqueza da sabedoria e do conhecimento de Deus! Quão insondáveis são os seus juízos e inescrutáveis os seus caminhos! Quem conheceu a mente do Senhor? Ou quem foi seu conelheiro? Quem primeiro lhe deu, para que ele o recompense? Pois dele, por ele e para ele são todas as coisas. A ele seja a glória para sempre! Amém." (Rm 11:33-36; comparem com Jó 11:7-9; 36:5, 22-26; 37:23; Sl 147:5).

Ao final da epístola ao romanos, Paulo ainda declarou:

"Ao único Deus sábio seja dada glória para todo o sempre, por meio de Jesus Cristo. Amém." (Rm 16:27).

Amém.

Na segunda epístola aos coríntios e na epístola aos efésios, Paulo já inicia bendizendo a Deus Pai:

"Bendito seja o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, Pai das misericórdias e Deus de toda consolação." (2Co 1:3; comparem com 11:31; 1Pe 1:3).

"Bendito seja o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, que nos abençoou com todas as bênçãos espirituais nas regiões celestiais em Cristo." (Ef 1:3).

Ao escrever aos filipenses, Paulo também deixou uma linda doxologia ao Pai Celestial, O glorificando:

"Ao nosso Deus e Pai seja a glória para todo o sempre. Amém." (Fp 4:20; vejam também Gl 1:5; comparem com Hb 13:21; 2Pe 3:18; Ap 1:6b).

Portanto, seja bendito e glorificado para sempre o nosso Pai Celeste, Pai das misericórdias, Deus de toda a consolação, que nos presenteou com ricas bênçãos espirituais. Amém.

Mais adiante, na mesma epístola aos efésios, Paulo faz outra memorável declaração de exaltação a Deus, tão conhecida e querida de todos nós.

"Àquele que é capaz de fazer infinitamente mais do que tudo o que pedimos ou pensamos, de acordo com o seu poder que atua em nós, a ele seja a glória na igreja e em Cristo Jesus, por todas as gerações, para todo o sempre! Amém." (Ef 3:20-21).

Imaginem isso: Deus tem o poder de realizar na nossa vida INFINITAMENTE mais aquilo que estamos pedindo à Ele ou apenas pensando para a nossa vida.

É infinitamente mais pois é conforme o poder Dele que atua em nós e não conforme a nossa força, que é tão pequena. Isso nos dá muita confiança e segurança em Deus e em Sua divina providência.

A Ele, portanto, seja a glória, através de nossas vidas, como Sua igreja, e através do Senhor da Igreja, Jesus Cristo, para sempre. Amém.

E ao nosso único, imortal e invisível Deus, o Rei eterno, sejam a honra e a glória eternamente. É o que Paulo declarou em sua primeira epístola a Timóteo:

"Ao Rei eterno, o Deus único, imortal e invisível, sejam honra e glória para todo o sempre. Amém." (1Tm 1:17).

E na mesma epístola, o apóstolo trouxe mais uma linda doxologia. Ao nosso Deus, portanto, sejam honra e poder para sempre. Àquele que é o bendito e único Soberano, Rei dos reis e Senhor dos senhores, imortal:

"...Ele é o bendito e único Soberano, o Rei dos reis e Senhor dos senhores, o único que é imortal e habita em luz inacessível, a quem ninguém viu nem pode ver. A ele sejam honra e poder para sempre. Amém." (1Tm 6:15b-17).

O autor da epístola aos Hebreus afirmou que Cristo é o nosso sumo sacerdote diante do Pai, "inculpável, puro, separado dos pecadores, exaltado acima dos céus" (Hb 7:26) e "a quem seja a glória para todo o sempre" (Hb 13:21b). Amém.

Mas, certamente, uma das mais lindas doxologias neo-testamentárias se encontra na epístola de Judas, e não podíamos deixar de inclui-la:

"Àquele que é poderoso para impedi-los de cair e para apresentá-los diante da sua glória sem mácula e com grande alegria, ao único Deus, nosso Salvador, sejam glória, majetade, poder e autoridade, mediante Jesus Cristo, nosso Senhor, antes de todos os tempos, agora e para todo o sempre! Amém." (Jd 24-25).

Ao único Deus, nosso Salvador, portanto, sejam glória, majestade, poder e autoridade, através do Senhor esus, por toda a eternidade.

Àquele que é poderoso para nos proteger de tropeçar na carreira cristã e nos apresentar santificados e com imensa alegria diante da Sua glória

Doxologias apocalípticas:

O livro do Apocalipse é repleto de doxologias. Ele não é um livro apenas de julgamentos, condenações e desastres cósmicos e nem de mitologia ou apenas simbolismos ou metáforas, como muitos podem asseverar.

O livro do Apocalipse nos traz, nos revela lindas declarações de adoração e exaltação.

São os quatro seres viventes, os vinte e quatro anciãos, os milhares e milhões de anjos, todas as criaturas existentes no céu, na terra, debaixo da terra e no mar, a incontável multidão de remidos no Senhor oriundos de todas as nações e povos, todos eles se prostrando em reverência e adoração ao único e soberano Deus do universo.

"Santo, santo, santo é o Senhor, o Deus todo-poderoso, que era, que é e que há de vir." (Ap 4:8b).

"Tu, Senhor e Deus nosso, és digno de receber a glória, a honra e o poder, porque criaste todas as coisas, e por tua vontade elas existem e foram criadas." (Ap 4:11; comparem com Sl 115:1).

"...Tu és digno de receber o livro e de abrir os seus selos, pois foste morto, e com teu sangue compraste para Deus gente de toda tribo, língua, povo e nação. Tu os constituíste reino e sacerdotes para o nosso Deus, e eles reinarão sobre a terra." (Ap 5:9).

"...Digno é o Cordeiro que foi morto de receber poder, riqueza, sabedoria, força, honra, glória e louvor!" (Ap 5:12).

"Àquele que está assentado no trono e ao Cordeiro sejam o louvor, a honra, a glória e o poder, para todo o sempre!" (Ap 5:13b).

"...A salvação pertence ao nosso Deus, que se assenta no trono, e ao Cordeiro." (Ap 7:10).

"...Amém! Louvor e glória, sabedoria, ação de graças, honra, poder e força sejam ao nosso Deus para todo o sempre. Amém." (Ap 7:12).

"Grandes e maravilhosas são as tuas obras, Senhor Deus todo-poderoso. Justos e verdadeiros são os teus caminhos, ó Rei das nações. Quem não te temerá, ó Senhor? Quem não glorificará o teu nome? Pois tu somente és santo. Todas as nações virão à tua presença e te adorarão, pois os teus atos de justiça se tornaram manifestos." (Ap 15:3-4; comparem com 16:7; 19:1; Sl 92:5 e 8; 111:2-4).

Portanto, santo é o nosso Deus, nosso Salvador, que criou todas as coisas por Sua vontade soberana, Aquele que há de vir, digno de receber toda gratidão, toda glória, honra e poder, Aquele que na Pessoa do Filho, que possui toda a sabedoria e que é digno de receber poder, riqueza, força, honra, glória e louvor, morreu e com o Seu sangue resgatou pessoas de todas as nações e povos para serem sacerdotes.

Sim, grandes e maravilhosas são as obras deste grande, maravilhoso e onipotente Deus. Justos e verdadeiros são os propósitos do Rei das nações.

Quem não glorificará esse Deus? Sim, toda as nações virão à Sua santa presença, se prostarão e O adorarão.

Que todos nós, a partir de mim, nos lembremos de todas essas palavras de exaltação e adoração que estudamos no Antigo e no Novo Testamento, seja nas nossas orações diárias, seja na liturgia dominical, seja no repertório de hinos e cânticos, ou outra situação ou ocasião.

Essas palavras que trascrevemos da Escritura Sagrada nos dão a direção correta para adorarmos adequadamente o nosso Deus e conhecermos exatamente a Sua maneira de operar em nossas vidas e no universo.

A nossa adoração deve ser inspirada pelo Espírito Santo, que inspirou a Bíblia, para nos aproximarmos de Deus, e O adorarmos corretamente.

Essa nossa adoração não deve estar firmada em ensinamentos meramente humanos (como por exemplo o ensino de que Deus não é totalmente soberano ou que os cristãos não passam por dificuldades ou ainda que devemos determinar em oração aquilo que Deus deve realizar, entre tantas outras heresias).

E confirmando o que acabamos de afirmar, voltemos agora ao Antigo Testamento, já encerrando o nosso estudo:

"O Senhor diz: 'Esse povo se aproxima de mim com a boca e me honra com os lábios, mas o seu coração está longe de mim. A adoração que me prestam é feita só de regras ensinadas por homens." (Is 29:13; vejam também os vv. 14-16).

Que entre nós a nossa comunhão com Deus seja justamente o contrário:

"... já que estamos recebendo um Reino inabalável, sejamos agradecidos e, assim adoremos a Deus de modo aceitável, com reverência e temor." (Hb 12:28).

"Por meio de Jesus, portanto, ofereçamos continuamente a Deus um sacrifício de louvor, que é fruto de lábios que confessam o seu nome." (Hb 13:15).

E que Deus seja bendito e exaltado para sempre. Amém.

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NOTA: Todos os textos extraídos da Bíblia são da NVI (Nova Versão Internacional)

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