segunda-feira, 3 de outubro de 2011

O PADRÃO BÍBLICO PARA O MINISTÉRIO DE MÚSICA

Precisamos saber discernir adequadamente o que vem de Deus, o que é meramente humano, o que vem do diabo, o que é um comportamento meramente cultural e contextualizado e o que é um comportamento pecaminoso que deve ser evitado pela Igreja (At 10:15; Hb 5:11-14; Fp 1:10; 1Ts 5:21; 1Jo 2:20,27).

Alguns estilos e instrumentos musicais têm sido acusados equivocadamente de pertencerem ao diabo.

Esta, sem dúvida, é uma afirmação equivocada, pois o talento, a criatividade, a intelectualidade e a consciência moral inatos a todos os seres humanos são dons naturais de Deus (Gn 1:26-27; 4:20-22; Ec 2:26; Rm 2:13-15; Tg 1:17) e tudo o que Ele criou é bom (Gn 1:31; 1Tm 4:4-5).

Portanto, Ele nos dotou de criatividade e inteligência para a música, inclusive.

Sim, certamente a música está inserida neste contexto com os seus elementos, como o ritmo, a harmonia, a melodia, os instrumentos, as vozes e a mensagem, por exemplo (1Cr 23:5; 25:1; 2Cr 5:11-14; 29:25-31; Ed 3:10-11; Ne 12:27,45-46; Sl 98:4-6; 150:1-6).

O problema é que ela pode ser mal utilizada pelos não cristãos e até cristãos devido à natureza humana corrompida (Jr 17:9; Mc 7:21-23) e muitas vezes influenciada pelas artimanhas diabólicas (2Co 4:4; Ef 6:11-12).

O cristão que possui o dom de ministério, o talento musical e criativo dados por Deus, deve se empenhar em se aperfeiçoar com os propósitos de edificar a Igreja (Rm 12:7; 1Co 12:7; Ef 4:12), dar bom testemunho de Cristo (Mt 6:13-16; Cl 4:5), não escandalizar (Gl 5:13), evitar a aparência do mal (1Ts 5:22) e glorificar a Deus (1Co 10:31) e adorá-Lo em espírito e em verdade (Jo 4:23-24). Tudo em nome de Jesus (Cl 3:17; Hb 13:15).

Citaremos sete situações, entre tantas outras, que devem ser evitadas por aqueles que possuem o ministério musical, com o propósito de manter o padrão bíblico da música cristã:
01º) Falta de criatividade e qualidade: As canções evangélicas não podem ser do tipo “água com açúcar” como muitas canções seculares são. A melodia, a harmonia e o arranjo devem ser bem elaborados, a letra deve possuir um conteúdo poético, doutrinário e coerente em sua mensagem e não conter erros gramaticais (1Cr 25:6-7; Sl 33:1-3; 47:7; Mt 6:7-8; 1Co 14:15).


02º) Descontextualização: Uma canção evangélica não pode ser cantada sem que antes sejam observados alguns critérios.

Os inúmeros estilos musicais devem ser usados dentro de um determinado contexto, de acordo com a ocasião, a letra da música, o público alvo, a faixa etária e o local, ou seja, as canções devem conter mensagem, ritmo, tonalidade e até mesmo nível sonoro adequado que vise alcançar e edificar as pessoas que as estão ouvindo ou cantando (1Co 9:16-22; 14:12; Fp 4:5; Cl 4:5).


03º) Erros doutrinários: Os compositores evangélicos devem estar atentos. Além de belas, poéticas e proféticas, suas canções devem conter afirmações que condizem com os ensinamentos das Escrituras Sagradas.

Do contrário, elas podem levar os crentes menos amadurecidos na fé ao erro e a ilusão religiosa (At 17:11; Ef 4:13-14).


04º) Secularização: Os músicos e cantores evangélicos devem tomar cuidado ao utilizar um determinado estilo musical.

Os ritmos em si muitas vezes não são problema (se executados dentro do seu contexto), mas, o perigo está justamente no fato de que alguns estilos musicais trazem letras e maneiras mundanas de se vestir e dançar repletos de lascívia e malícia, que são condenadas por Deus (Gl 5:19; Cl 3:5-7; 1Tm 1:8; 2:9-10).


05º) Egocentrismo eclesiástico: Glória a Deus, pois, Ele é provedor e Todo-Poderoso, mas, devemos evitar uma ênfase exagerada apenas em letras que enfocam o que recebemos de Deus (cura, prosperidade, milagres, etc).

Há tanto para se cantar sobre tantos outros atributos divinos, como santidade, justiça, misericórdia, graça, fidelidade e amor incondicional!

Devemos cantar também sobre o que podemos dar a Deus, a nossa própria vida, a nossa renúncia aos prazeres e bens materiais por uma vida com Ele e sobre arrependimento e confissão de pecados, por exemplo (Mt 6:9-13; 25-34; Fp 4:6).


06º) Falta de equilíbrio entre qualidade técnica e vida com Deus: Temos, sim, que dar o melhor de nós para Deus, mas, um grupo musical cristão não pode ter apenas exímios músicos e cantores, mas, que não possuem compromisso com Deus, ou o contrário, pessoas que possuem vida com Deus, mas, que a parte técnica é insuficiente.

O ideal é aliar as duas questões: ter uma técnica apurada, mas, principalmente compromisso com Deus (1Cr 25:6-7; Sl 33:1-3; 47:7; 57:7; 119:7).


07º) Estrelismo: Os músicos e cantores evangélicos devem ser humildes e não se comportarem como “astros” e “estrelas” da cultura secular que só se satisfazem com os aplausos, os elogios, os fãs, as grandes platéias, a evidência na mídia e a venda de seus CDs e DVDs.

Eles não devem perder o propósito de adorar a Deus e pregar o evangelho com o seu dom (Sl 115:1; Mt 6:1; Lc 11:43; 14:7-11; Jo 4:23-24; 1Tm 6:6-10).

Todos nós estamos suscetíveis a falhar em alguns momentos da vida cristã (1Co 10:12-13; Gl 6:1-3).

Vamos clamar, portanto, a Deus para que Ele nos dê discernimento e capacitação para O servirmos cada vez melhor.

Nenhum comentário:

Postar um comentário